Documentário “Panair do Brasil” é lançado no Rio e em São Paulo
Documentário “Panair do Brasil” é lançado no Rio e em São Paulo

Companhia aérea de bandeira do País, fechada pelo regime militar em 1965, tem história de pioneirismo e de luta por justiça registrada em filme de Marco Altberg

Rio de Janeiro, 6 de novembro de 2008 – Estréia nesta sexta-feira 7, em cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo, o documentário "Panair do Brasil", do diretor Marco Altberg. Com cerca de 70 minutos de duração, o filme narra a trajetória de pioneirismo e glamour daquela que foi, durante décadas, a maior e mais querida companhia aérea brasileira, imortalizada por Elis Regina na música “Conversando no Bar”. Além disso, relembra o violento fechamento da companhia por ordem do governo militar e a luta que seus antigos funcionários e representantes travam até hoje por uma reparação moral.

"A Panair materializava um Brasil que olhava para o presente com orgulho e, para o futuro, com otimismo", diz Altberg. “Suas asas foram cortadas em pleno vôo pelo vendaval da ditadura, que, apesar de ter acabado com seus bens materiais, não conseguiu matar o ideal que a tornava tão admirada por todos”.

O filme traz depoimentos de passageiros ilustres, como o jornalista Artur da Távola, o músico Milton Nascimento e a atriz Norma Bengell, entre outros, além de testemunhos de ex-funcionários e dos herdeiros dos antigos diretores. Com produção executiva da Maíza Figueira de Mello Altberg – esposa do diretor e neta de um dos donos da Panair à época de seu fechamento –, o documentário conta, ainda, com narração de Paulo Betti, trilha musical de Tuninho Galante e roteiro do jornalista Daniel Leb Sasaki, finalista do Prêmio Jabuti com o livro "Pouso forçado: a história por trás da destruição da Panair do Brasil pelo regime militar".

Fundada como subsidiária da norte-americana NYRBA em 1929 e incorporada pela Pan American meses depois, a Panair do Brasil foi gradualmente nacionalizada e, durante décadas, reinou como a maior e mais querida companhia aérea do País, além da marca brasileira mais conhecida no exterior. Foram as asas de seus aviões que trouxeram a Amazônia aos brasileiros. Responsável por toda a infra-estrutura de telecomunicações aeronáuticas do país, a empresa construiu e equipou, com recursos próprios, boa parte dos aeroportos do Norte e do Nordeste. Em abril de 1946, ligou pela primeira vez a América do Sul à Europa, África e Oriente Médio. Também manteve hangares com tecnologia de ponta e instalou uma rede de agências consulares nas mais importantes capitais do mundo.

Vislumbrando amplas perspectivas de crescimento, a companhia foi abatida em pleno vôo em 10 de fevereiro de 1965, quando teve as concessões subitamente cassadas pelo governo militar. Dias mais tarde, a ditadura decretou-lhe a falência, sem que houvesse qualquer dívida vencida. Tinha início um dos casos mais rumorosos na história do direito falimentar brasileiro.

O filme é uma co-produção do BNDES e da TV Cultura, com distribuição pela Downtown filmes – Rio Filmes.
 
Postado por: Vitor Brasil Comunicação - 21 - 2527-0764
E-mail: imprensa@vitorbrasil.com.br
Data: 6/11/2008
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